A Comissão de Valores Mobiliários e Bolsas (SEC) do Gana determinou que os gestores de fundos locais reduzam as aplicações no exterior, com efeito imediato, numa medida que visa apoiar o cedi (moeda nacional) e consolidar a estabilidade macroeconómica.
Por meio de uma circular divulgada na sexta-feira, a SEC estabeleceu que os fundos podem aplicar, no máximo, 20% dos seus activos em títulos estrangeiros. Para fundos anteriormente autorizados a investir 100% no exterior, o limite passa agora a ser de 70%, segundo a agência Reuters.
O regulador especificou ainda que esses investimentos externos só serão permitidos em jurisdições com acordos de partilha de informação com a SEC do Gana.
A iniciativa alinha-se com a estratégia do Presidente John Dramani Mahama de reter capital na economia doméstica e regional. John Mahama tem defendido que uma parte das reservas cambiais permanece depositada em instituições financeiras ocidentais, limitando a capacidade de autofinanciamento do continente.
Paralelamente, o Gana fixou como meta acumular reservas internacionais superiores a 20 mil milhões de dólares até 2029. Segundo o Presidente, este objectivo é central para restaurar a estabilidade macroeconómica, aumentar a resiliência a choques externos, reduzir a dependência de financiamento estrangeiro e conferir maior estabilidade ao cedi.

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