A Somália e o Lesoto surgem no topo da lista das economias africanas mais dependentes de importações, com bens importados a representarem cerca de 99% do Produto Interno Bruto (PIB) em ambos os países. Entretanto, Angola não figura entre as 10 economias mais dependentes.
No caso da Somália, a quase total equivalência entre importações e produção nacional resulta de décadas de conflitos armados, capacidade industrial mínima e forte dependência externa de alimentos, combustíveis e bens essenciais.
Já o Lesoto, uma pequena economia sem litoral, como escreve esta quinta-feira, dia 5, o Business Insider, mantém dependência comercial acentuada da África do Sul, de onde provém a maior parte dos bens de consumo e dos insumos industriais.
De acordo com o ranking consultado pela Economia & Mercado (E&M), as Maurícias registam importações equivalentes a 78% do PIB, reflexo da sua integração no comércio e nos serviços globais, mas também da dependência de energia importada, matérias-primas e alimentos.
A lista inclui ainda a Namíbia, que importa o equivalente a 68% do seu PIB, bem como a Líbia, a Guiné e a Tunísia, que apresentam níveis acima de 56%.
A lista segue com Cabo Verde e Eswatini, onde as importações representam 54% do PIB. Em Moçambique, que encerra o top 10, as importações também ultrapassam metade da produção económica.
Este cenário contrasta com os objectivos da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA, na sigla em inglês), criada para reduzir a vulnerabilidade externa, estimular o comércio intra-africano e desenvolver cadeias de valor regionais. Apesar disso, o comércio entre países africanos continua abaixo de 20% do total, muito distante dos mais de 60% registados na Europa.

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