O investimento directo estrangeiro (IDE) em Moçambique atingiu 2,5 mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2025, o que representa um crescimento de 37,5% face aos 1,8 mil milhões de dólares registados no mesmo período de 2024, segundo dados do Banco de Moçambique (BdM).
Consultados esta terça-feira, 2 de Março, pelo Diário Económico (DE), os dados do mais recente relatório da balança de pagamentos indicam que a indústria extractiva captou 2,3 mil milhões de dólares, mantendo-se como o principal destino do capital estrangeiro.
O relatório explica que o sector de petróleo e gás absorveu cerca de 1,8 mil milhões de dólares, enquanto a extracção de carvão somou 448 milhões de dólares.
De acordo com a notícia do DE, o aumento do IDE em Moçambique foi sustentado sobretudo pela expansão das operações de financiamento dos Grandes Projectos, essencialmente associados à extracção de recursos minerais, sob a forma de suprimentos e créditos comerciais.
“As acções e participações totalizaram 260,6 milhões de dólares, correspondendo a cerca de 10% do montante investido”, lê-se na notícia.
Entre os principais países de origem do investimento, os Países Baixos lideram, com 36,3% do total, seguidos da Itália (19,4%), África do Sul (19,1%) e Maurícias (18,9%), reflectindo a distribuição das entradas de capital entre a indústria extractiva, transformadora, imobiliária e os serviços.
Conforme a notícia, o crescimento do IDE contrastou com o agravamento da conta corrente, cujo défice subiu para 1,3 mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2025, pressionado pela deterioração da conta de serviços, que passou a apresentar um saldo negativo de 578,2 milhões de dólares.
A conta de bens registou uma melhoria em termos homólogos, com o défice a reduzir-se para 262,5 milhões de dólares, devido à queda de 8% nas importações, que totalizaram 3,8 mil milhões de dólares, apesar do recuo de 4,8% nas exportações, para 3,6 mil milhões de dólares.

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