A Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) de Moçambique anunciou esta segunda-feira que os preços dos combustíveis no País se mantêm inalterados, com efeitos a partir das 00h00 do dia 28 de Abril, mantendo-se os níveis actualmente praticados em todo o território nacional.
O anúncio acontece numa altura em que vários postos de abastecimento de combustível no país se deparam com algumas restrições provocadas pela instabilidade militar no Médio Oriente, que tem estado a ameaçar a oferta global de combustíveis fósseis.
A decisão foi comunicada através de uma nota dirigida às empresas distribuidoras de produtos petrolíferos, na qual a entidade reguladora esclarece que, após análise da estrutura de custos e dos factores que influenciam a formação de preços, incluindo os custos de importação, taxas de câmbio e encargos logísticos, não se verificaram condições que justifiquem qualquer ajustamento.
“Os preços de venda ao público mantêm-se inalterados e entram em vigor a partir das 00h00 do dia 28 de Abril de 2026”, refere o documento oficial da ARENE, a que a Revista Economia & Mercado (E&M) teve acesso. Com esta decisão, os consumidores continuam a pagar, por exemplo, 83,57 meticais (1,29 dólares) por litro de gasolina e 79,88 meticais (1,23 dólares) por litro de gasóleo na cidade de Maputo, valores que se mantêm consistentes com a tabela anteriormente em vigor.
Embora o mercado internacional de combustíveis continue a registar flutuações, associadas sobretudo à evolução do preço do petróleo bruto e às dinâmicas cambiais, a autoridade reguladora moçambicana frisa que “optou por preservar a estabilidade interna, por forma a evitar impactos imediatos no custo de vida e na actividade económica”.
Nos termos do comunicado, os preços praticados em cada província continuam a obedecer às tabelas específicas anexas, reflectindo custos diferenciados de logística e distribuição.
Recorde-se Moçambique está há várias a observar uma das piores crises de combustíveis desde o período colonial, obrigando os automobilistas percorrerem longas distâncias em busca de abastecimento. Na capital moçambicana, o cenário já começou a provocar rupturas no transporte público de passageiros.
Entretanto, após uma inspecção, o Executivo reitera, contudo, que ainda existe disponibilidade de combustíveis no país, mas “apela aos operadores do mercado a agirem com responsabilidade, salvaguardando o interesse público”.
Face à situação, o Governo moçambicano exortou os cidadãos a prepararem-se, com calma e serenidade, para um “novo normal”, marcado pela iminente actualização dos preços dos combustíveis no país provocado pela escalada de guerra no Médio Oriente.
De acordo com o Executivo, o “novo normal” resulta, entre outros factores, da manutenção da guerra no Médio Oriente, situação que impõe a racionalização do consumo de combustíveis. Entre medidas a adoptar, o Governo moçambicano recomenda o uso de transportes públicos, o recurso ao trabalho remoto e a adopção de outras medidas que contribuam para a poupança de combustível.
“O Governo informa que vai continuar a trabalhar no sentido de proteger a economia, as famílias e os cidadãos”, assegurou.


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