O mercado automóvel nacional começa a afirmar-se como um espaço de construção de marca, parcerias sustentáveis e crescimento a médio e longo prazo, deixando de ser visto apenas como um destino de vendas imediatas. A avaliação é feita pelo empresário Ariclenes de Matos, que identifica mudanças estruturais impulsionadas pela entrada de novas marcas e pelo reposicionamento das já presentes no país.
Citado numa nota enviada à E&M, Ariclenes de Matos afirma que o sector atravessa uma fase de transformação marcada por maiores exigências em qualidade, tecnologia e segurança. Recorda que, durante anos, a oferta automóvel em Angola esteve polarizada entre viaturas demasiado básicas e modelos de preço elevado, nem sempre compatíveis com o valor entregue ao consumidor.
Afirma que estes avanços desencadearam uma reacção em cadeia, levando outras marcas a rever estratégias, melhorar especificações técnicas e justificar de forma mais transparente os seus preços. Além disso, sublinha que a modernização do parque automóvel nacional vai além do consumo, envolvendo eficiência tecnológica, maior durabilidade e a incorporação de sistemas de segurança activa e passiva, com impacto directo na mobilidade urbana e na segurança rodoviária.
Para o empresário, Angola afirma-se como um mercado exigente, mas com elevado potencial para operadores que apostem em estratégia, compromisso e respeito pelo consumidor.

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