Tal como muitos países emergentes, Angola, infelizmente, está atrasada para o encontro marcado em Setembro de 2015, quando foram lançados os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, a serem cumpridos até 2030. E o nosso país não está atrasado por falta de planos, discursos ou ambição, mas porque a realidade no terreno é mais dura do que qualquer narrativa confortável.
Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável eram, há alguns anos, uma promessa optimista: reduzir desigualdades, garantir serviços básicos, preparar o país para um futuro de resiliência. Em 2025, tornam-se um espelho que pode incomodar quem ainda faz pouco pelo desenvolvimento. No reflexo, vemos fragilidades que a pandemia agravou, mas que já cá estavam: pobreza persistente, insegurança alimentar, um sistema de saúde frágil, uma escola que ensina mas não garante aprendizagem, água que não chega a todos os cidadãos, acesso à electricidade que permanece desigual, empregos que não existem ao ritmo da juventude que chega ao mercado de trabalho, um clima que exige respostas rápidas e instituições que precisam de mais dados, mais eficiência e mais coragem.
Leia este artigo na íntegra na edição 255, referente ao mês de Dezembro, da revista Economia & Mercado, já disponível nas bancas.

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