O passaporte angolano melhorou a sua posição no ranking mundial, ao subir cinco lugares e alcançar a 86.º posição, em 2026. Ainda assim, continua a ser o documento de viagem menos poderoso entre os países de língua oficial portuguesa, segundo a mais recente actualização do Henley Passport Index.
De acordo com o ranking elaborado pela consultora britânica Henley & Partners, o passaporte angolano passou da 91.ª posição, em 2025, para a 86.ª, este ano, permitindo aos seus titulares o acesso sem visto a 49 destinos internacionais.
Entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Portugal mantém o passaporte mais forte, ocupando a 5.ª posição mundial, com entrada livre em 184 países. O Brasil surge em segundo lugar entre os lusófonos, na 16.ª posição, permitindo viagens sem visto para 169 destinos. Timor-Leste fecha o grupo dos países lusófonos com melhor desempenho, ocupando a 51.ª posição do ranking, com ‘portas abertas’ a 94 países.
Acima de Angola, surgem ainda outros documentos de membros da CPLP como o de Cabo Verde, que permite a entrada sem visto em 65 destinos, enquanto o de São Tomé e Príncipe e Moçambique, ambos na 76.ª posição, garantem acesso a 60 países. O passaporte da Guiné Equatorial ocupa o 81.º lugar, com 54 destinos, e o da Guiné-Bissau aparece na 83.ª posição, com acesso a 52 países.
Singapura comanda no mundo
No topo do ranking global, Singapura mantém a liderança, com acesso a 192 destinos sem visto. Coreia do Sul e Japão dividem o segundo lugar, com 188 países, enquanto Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça ocupam a terceira posição, com acesso livre a 186 destinos.
O Henley Passport Index baseia-se em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e avalia 199 passaportes e 227 destinos. Afeganistão, Síria e Iraque ocupam as últimas posições do ranking.
Em Dezembro do ano passado, Angola apresentou o seu novo passaporte electrónico, equipado com tecnologia biométrica avançada, chip electrónico e sistemas de criptografia e verificação automática. O documento, à espera de entrar em vigor, está alinhado com padrões internacionais de segurança e visa reforçar a credibilidade do País no controlo de fronteiras.

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