Uganda e Tanzânia preparam-se para enviar os primeiros barris de petróleo bruto pelo Oleoduto da África Oriental (EACOP) em Outubro deste ano. O projecto avaliado em 5 mil milhões de dólares constituirá a linha de petróleo mais longa e aquecida do mundo.
De acordo com autoridades dos dois países, a construção do pipeline, que se estende por 1.443 quilómetros desde a região de Albertine Graben, em Uganda, até ao porto de Tanga, na Tanzânia, estava aproximadamente 75% concluída no final de Dezembro de 2025.
Os números confirmam dados anteriores da Autoridade de Petróleo de Uganda, que indicavam a conclusão de quase três quartos do projecto até Novembro do ano passado, com todos os troços já instalados e um total de 3,3 mil milhões de dólares investidos.
Num encontro de alto nível com partes interessadas em Dar es Salaam, nesta segunda-feira, dia 5 de Janeiro, ministros da energia de ambas as nações reafirmaram o compromisso inabalável com a conclusão da infra-estrutura. As actividades de construção encontram-se na recta final, visando à data de prontidão operacional inicial estabelecida para 31 de Julho de 2026.
Quando entrar em funcionamento, será o oleoduto de crude aquecido mais longo do mundo, transportando o petróleo ceroso de Uganda a uma temperatura constante de cerca de 50 graus Celsius.
A infra-estrutura é fundamental para Uganda concretizar o potencial das suas reservas estimadas em 6,5 mil milhões de barris de crude, estabelecendo o país como um novo produtor de petróleo em África. Em plena capacidade, o EACOP deverá transportar até 230.000 barris de petróleo por dia até à costa, onde serão embarcados em petroleiros para o mercado internacional.

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