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Refinaria de Cabinda regista constrangimentos no sistema de oleodutos, mas já fez 1.ª produção comercial

Victória Maviluka
8/5/2026
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Foto:
DR

Ministro Diamantino Azevedo assegura que a unidade industrial “não é um nado morto”, e que o seu sistema de transporte de produtos impôs algumas limitações e teve de ser revisto.

As autoridades angolanas depararam-se com constrangimentos no sistema de oleodutos da Refinaria de Cabinda, que estão a impor algumas limitações no funcionamento da unidade industrial, apesar de esta já ter feito, em Fevereiro deste ano, a primeira produção comercial, garantiu o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

Diamantino Azevedo, que falava à imprensa à margem da visita, nesta quinta-feira, 7, do Presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, à Refinaria de Luanda, reportou que as insuficiências registadas na Refinaria de Cabinda dizem respeito ao sistema de importação e exportação de produtos, que obrigou a uma revisão do projecto de transporte do crude e dos produtos derivados.

Esclareceu que, no início, se previu um oleoduto de cerca de 12 quilómetros, mas, depois, as condições no terreno e outras exigências obrigaram a que o sistema fosse alargado para 20 km, o que “implica mais tempo” para garantir que o mecanismo de transporte funcione em pleno, prevendo-se que a intervenção nas águas de Cabinda para alargamento do sistema dure cerca de três.

“Há dificuldades de obtenção do aço no mundo, além do aumento do preço, e todos os produtos vêm a partir de Ponta Negra [República do Congo], e isso fez com que não terminássemos o sistema de importação e exportação a tempo. Enquanto isso, temos uma alternativa, e isso faz com que a refinaria não tenha capacidade suficiente para armazenar produto durante muito tempo”, acrescentou Diamantino Azevedo.

Um investimento global de cerca de 473 milhões de dólares, a Refinaria de Cabinda foi inaugurada, na sua primeira fase, em Setembro do ano passado, pelo Presidente da República, João Lourenço, com uma capacidade inicial de processamento de 30 mil barris de petróleo por dia.

O PR gabonês, que cumpriu esta semana uma agenda de Estado em Angola, visitou a Refinaria de Luanda, uma unidade industrial detida pelo Estado angolano, com capacidade de processamento de 65 mil barris de petróleo/dia. Na sua estratégia de segurança energética, Angola conta ainda com dois projectos: a Refinaria de Benguela, em construção apenas ainda com fundos públicos, e a Refinaria do Soyo, em fase de reavaliação pelas autoridades angolanas e consórcio inicialmente envolvido no projecto.